Um macaco-aranha tem chamado a atenção de moradores do bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, após passar a circular livremente por quintais e residências próximas à avenida Codajás. Segundo relatos de moradores, o animal é visto na região há cerca de três meses e já criou uma rotina de aparições em busca de alimento.
O primata costuma surgir principalmente durante a manhã e retornar no período da tarde, geralmente entre 15h e 15h30. Desde que começou a frequentar o local, moradores passaram a oferecer alimentos ao animal.
De acordo com os relatos, quando apareceu pela primeira vez na região, o macaco apresentava sinais de debilidade. Com o passar das semanas, moradores perceberam uma melhora nas condições físicas do animal.
A permanência do macaco-aranha no bairro, porém, também passou a provocar preocupação.
Animal entra em casas em busca de alimentos
Além de circular pelos quintais e telhados, o macaco também entra em algumas residências à procura de comida. Moradores relatam que o animal derruba objetos e provoca pequenos transtornos durante as visitas.
Apesar das situações inusitadas, a principal preocupação é com a segurança do próprio primata. Ao circular sobre casas e outras estruturas, existe o risco de que o animal alcance a rede elétrica e sofra uma descarga.
Outro temor relatado pelos moradores é de que pessoas tentem capturá-lo por conta própria. A tentativa de manejo sem equipamentos e treinamento adequados pode colocar tanto o animal quanto os moradores em risco.
Presença de animais silvestres em áreas urbanas
O aparecimento de animais silvestres em bairros de Manaus ocorre com certa frequência. A expansão urbana próxima a áreas de vegetação, além da procura por abrigo e alimento, pode fazer com que diferentes espécies se aproximem de residências.
Nos últimos meses, órgãos de proteção ambiental e equipes especializadas realizaram resgates de animais como macacos, jiboias, iguanas, gambás e aves encontrados dentro de imóveis ou em áreas movimentadas da capital.
No caso do macaco-aranha visto na Cachoeirinha, a permanência durante aproximadamente três meses indica que o animal passou a utilizar a região como ponto recorrente para conseguir alimento.
A alimentação oferecida pelos próprios moradores também pode contribuir para que animais silvestres continuem retornando ao mesmo local, tornando-se cada vez mais habituados à presença humana.
Moradores não devem tentar capturar animal
A orientação dos órgãos ambientais é que a população não tente capturar, tocar ou encurralar animais silvestres. A aproximação pode causar estresse e provocar reações inesperadas, principalmente quando o animal se sente ameaçado.
Também é recomendado evitar a aproximação de crianças e animais domésticos e acionar equipes especializadas para avaliar a necessidade de resgate e definir a destinação adequada.
Em Manaus, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) mantém serviço de resgate de fauna silvestre. Equipes ambientais da capital também podem atuar em ocorrências envolvendo animais encontrados em situação de risco.
*Com informações do G1 Amazonas


