O Ministério da Saúde (MS) anunciou um novo protocolo nacional para o rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida estabelece o Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) como exame de referência para homens e mulheres entre 50 e 75 anos que não apresentam sintomas da doença.
Segundo a pasta, o teste tem sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações. A iniciativa busca ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce para mais de 40 milhões de brasileiros.
O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 53,8 mil novos casos da doença por ano no triênio de 2026 a 2028.
O FIT é realizado a partir de uma amostra de fezes e permite identificar pequenas quantidades de sangue oculto, que não podem ser percebidas a olho nu. A presença desse material pode indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente dos métodos tradicionais de pesquisa de sangue oculto nas fezes, o teste utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, o que aumenta a precisão da análise.
Como funciona o exame
A coleta é feita pelo próprio paciente, em casa, com um kit fornecido para esse fim. Em seguida, a amostra é encaminhada para análise laboratorial.
Se o resultado indicar a presença de sangue oculto, o paciente deverá ser encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia. Considerada o padrão-ouro para a avaliação do intestino, ela permite visualizar diretamente o cólon e o reto e, quando necessário, retirar pólipos durante o procedimento.
A remoção dessas lesões pode evitar que algumas evoluam para um câncer.
Vantagens do teste
Entre os benefícios do FIT estão a facilidade de coleta e a menor necessidade de preparação antes do exame. O procedimento não exige preparo intestinal nem dieta restritiva e pode ser realizado com apenas uma amostra de fezes.
Por ser menos invasivo e permitir a coleta em casa, o teste também pode favorecer a adesão da população ao rastreamento, ampliando as possibilidades de identificação da doença antes do aparecimento dos sintomas.


