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Brasileira é presa com 3,6 kg de cocaína na Indonésia; país já executou dois brasileiros por tráfico

Mulher foi detida no Aeroporto Internacional de Bali com droga escondida em frascos de cosméticos; autoridades investigam a origem e o destino da remessa

Uma brasileira de 36 anos foi presa na Indonésia após ser flagrada transportando aproximadamente 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em embalagens de cosméticos e produtos de higiene pessoal. A prisão ocorreu no dia 6 de outubro, no Aeroporto Internacional I Gusti Ngurah Rai, na ilha de Bali, durante uma fiscalização realizada por agentes da alfândega e da polícia local.

Identificada pelas autoridades indonésias pelas iniciais TCDS, a mulher havia desembarcado de uma viagem procedente do Brasil quando sua bagagem passou por uma inspeção. Durante a abordagem, os agentes encontraram sete frascos de xampu e produtos de cuidados pessoais contendo a substância ilícita.

Segundo a Polícia Regional de Bali, foram apreendidos 3.659,9 gramas de cocaína líquida, considerando o peso bruto. A apreensão foi classificada pelas autoridades como uma das maiores envolvendo esse tipo de entorpecente registradas recentemente na região.

Durante o interrogatório, a brasileira afirmou que teria recebido uma proposta de US$ 50 mil, equivalente a cerca de R$ 249 mil na cotação divulgada à época, para transportar a droga do Brasil até Bali e entregá-la a uma pessoa indicada por um homem identificado apenas pela letra G.

De acordo com a investigação, a suspeita também teria recebido a promessa de que as despesas com hospedagem e transporte seriam custeadas pelo responsável pela encomenda.

A polícia indonésia investiga a origem da cocaína, a possível participação de uma organização criminosa internacional e a identidade do destinatário da remessa. Na última atualização oficial consultada, divulgada em 12 de outubro, a brasileira estava detida na sede da Polícia Regional de Bali, aguardando o andamento dos procedimentos legais.

Indonésia já executou dois brasileiros por tráfico

O caso chama atenção pela legislação antidrogas da Indonésia, que prevê punições severas para crimes relacionados ao tráfico internacional de entorpecentes, incluindo prisão perpétua e pena de morte.

Em 2015, dois brasileiros foram executados por fuzilamento no país após condenações por tráfico de drogas.

O primeiro foi Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, executado em 17 de janeiro daquele ano. Ele havia sido preso em 2003, após tentar entrar na Indonésia transportando aproximadamente 13 quilos de cocaína escondidos na estrutura de uma asa-delta.

Três meses depois, em 28 de abril, Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos, também foi executado. O brasileiro estava preso desde 2004, quando foi flagrado com cerca de seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

As execuções ocorreram apesar dos pedidos de clemência apresentados pelo governo brasileiro às autoridades indonésias.

Embora a pena de morte continue prevista na legislação local, a Indonésia não realiza execuções desde 2016, segundo informações divulgadas pela agência France-Presse.

No caso da brasileira presa em outubro, as autoridades informaram que ela poderá enfrentar uma condenação à prisão perpétua caso seja considerada culpada. Até o momento, não há confirmação de sentença judicial contra a investigada.

*Com informações da CNN Brasil

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